quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Que sociedade é esta?!!!

Reporto-me ao texto da Carol, publicado no Notas Soltas Ideias Tontas, para acrescentar um dado novo.

Ontem, segundo notícia que percorreu os jornais e televisões, foi decretada a prisão preventiva de uma professora de Leiria, pela suspeita de crime de burla agravada.

Esta professora, tem três filhos menores, e o seu marido anda fugido à justiça.

Se é culpada ou não, compete aos Tribunais decidirem, mas para mim não é isso que aqui está em causa, mas sim a prisão preventiva a que foi sujeita.

Perante um indivíduo que entra numa esquadra da Polícia, dá tiros num queixoso e é mandado para casa, um grupo de jovens que assalta e viola uma empregada no seu trabalho, e são mandados para casa, um homem que agride a ex-mulher e detém uma arma ilegal, e também vai para casa, um militar que viola uma criança, e também vai para casa, esta mulher, mãe de três filhos menores que já não têm pai com eles, (culpado ou não), é mandada para a prisão por suspeita de ter cometido uma fraude que envolve “apenas” bens materiais!!!

Que raio de justiça é esta?

O que é que a justiça deste país anda fazer de “justo”?

Que raio de códigos são estes, pelos quais se regem os juízes deste país?

Reparem que tudo isto vai muito mais fundo do que a própria justiça!

Tudo vai estando assente na falta, ou melhor na inversão dos valores pelos quais se dever reger a sociedade humana.

Pelos visto é mais valorizado o crime contra a propriedade, contra os bens, do que o crime contra a vida humana, contra a dignidade humana!

O que reflecte bem a sociedade em que vivemos e estamos a “construir”, em que o “ter” é mais importante que o “ser”.

E onde é que isto nos leva?

Ao egoísmo, ao individualismo feroz, ao passar por cima de tudo e de todos para obter o que se deseja, à especulação indecente, ao viver-se do mal que acontece aos outros para “engordar” as nossas posses.

E é isto, que quer queiramos quer não, vamos transmitindo aos nossos filhos!

Não sei quanto tempo vai levar para nos apercebermos verdadeiramente do mundo “irrespirável” que estamos a criar, do país “miserável” onde iremos viver, mas tenho para mim que não demorará muito tempo a sentirmos mais violentamente na “pele” os efeitos desta sociedade que estamos a deixar “construir”.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Estamos a ser "cobertos"!!!

Quiosque: «Governo garante depósitos bancários» (DE)
«Governo garante depósitos bancários» é o título do «Diário Económico».

O governo português anunciou ontem que vai cobrir a totalidade dos depósitos bancários dos portugueses em caso de ruptura de uma instituição de crédito mas, por enquanto, opta por não mexer no fundo de garantia, que assegura apenas 25 mil euros por cada depósito.

Do Portugal Diário


Ok, tudo bem!

E agora pergunto eu:

E como é que pode governo pode garantir isso no estado em que dizem estar o “tesouro” nacional?

E quem é que garante a “cobrição” dos títulos de divida pública, certificados de aforro, etc., a cargo do dito governo da nação?


Nota: A palavra “cobrição” foi usada de propósito, porque me parece que é a prática usada pelos governos da nação “sobre” os cidadãos, desde há uns largos anos até hoje!
Para quem não está familiarizado com o termo "cobrição", usado sobretudo em referência a animais, aqui fica do dicionário:
Cobrição - acto de cobrir; padreação;
Padreação - acto de padrear;
Padrear - machear; cobrir; procriar;

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Declare-se já guerra aos gajos, carago!!!

NATO: Russos apontam metralhadoras a José Lello
Incidente com presidente da Assembleia Parlamentar ocorreu num posto de controlo na Geórgia

O presidente da Assembleia Parlamentar da NATO, José Lello, insurgiu-se esta quarta-feira por soldados russos lhe terem apontado metralhadoras quando visitava um posto de controlo na Geórgia, obrigando-o a dar «dois passos atrás», noticia a Lusa.

O português José Lello falava telefonicamente à Agência Lusa desde Tbilissi, onde chegou na segunda-feira para uma visita que termina hoje. «Tive um confronto num posto de controlo, os soldados russos apontaram as metralhadoras e fui obrigado a dar dois passos atrás, levando à intervenção da polícia local», declarou


Do Portugal Diário


É pá, isto é “muita grave”, caraças!

Eu acho que se deviam reunir desde já os altos comandos e preparar uma invasão à Rússia como forma de lavar o insulto do senhor presidente da Assembleia Parlamentar da NATO, José Lello, ter sido obrigado a dar «dois passos atrás».

É que como se diz aqui no país, «para trás mija a burra»!!!

Está-se mesmo a ver o diálogo!

Os soldados russos:
- Nasdrovnia, Gorbatcehv, Putin, Kremlin…(e outras palavras russas)!
E o senhor presidente:
- O quê…emh? (pronúncia do Norte)!

E os gajos a insistirem:
- Spassiba, Ieltsin, Abramovich, e por aí fora…

E o senhor presidente:
- O quê…emh? (mais forte, mais indignado)!

E novamente os “russicos”:
- бизнесмен, пресс-релиз, дистрибьютер, e por aí fora…

Aí o senhor presidente, visivelmente irritado:
- Mau, mau Maria, assim é que a gente não se entende, carago! Estes gajos não são do Norte, carago!

Perante a explosão verbal do senhor presidente, os “russicos” puxam a culatra atrás e é aí, espantem-se ó bafejados pela sorte que em vossas casas “estaides” em segurança, o senhor presidente teve de dar «dois passos atrás».

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Lá volto eu ao mesmo!


Lá volto eu ao mesmo, mas depois da humilhação de ontem do meu clube de eleição, o Futebol Clube do Porto, continuo a afirmar que Jesualdo Ferreira não é treinador para o Porto!

O homem fica sem saber o que fazer, anda "às aranhas" no campo, faz umas substituições que ninguém entende, deixa vender quem faz falta e deixa comprar quem não presta, enfim, poderá ser bom no Rio Ave, Beira Mar, etc., (sem desprimor para estes clubes), mas não para o Futebol Clube do Porto.

Vejamos o que ele fez até agora no Porto, se não estou em erro:

Ganhou dois campeonatos nacionais com duas equipas de luxo, em que os dois adversários, Benfica e Sporting, não tinham equipas e nunca jogaram para ganhar, porque não podiam.

Sempre que jogou com equipas estrangeiras, mesmo até das mais fraquinhas, foi sempre um sufoco e nunca passou da "cepa torta".

Este ano, com uma equipa menos boa que as anteriores e a precisar de um treinador a sério, é o que se tem visto.

Quer isto dizer que não auguro nada de bom para o Porto, este ano!

Não sou partidário de permanentes substituições de treinadores, (aliás não percebo nada de futebol), mas quer me parecer que acabou o tempo de Jesualdo Ferreira à frente do FCP, que aliás se calhar nem nunca lá devia ter estado!




segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A Viagem


Estou sentado na areia da praia com as mãos apoiando o queixo e o olhar fixo no longe.
Na minha cabeça passam as imagens, (imaginadas), das caravelas a partir rumo ao desconhecido.
Uma ponta de inveja começa a crescer dentro de mim e em pouco tempo transforma-se numa exaltação que me enche por completo.
Partir para sítio nenhum, onde nada existe e onde tudo talvez nada se encontre!
Que aventura, que excitação, que desafio!
Vejo-me já a cruzar as águas dos oceanos, a minha imagem a rir de exaltação, reflectida no espelho prateado das ondas, as gaivotas a acompanharem-me no seu vôo perfeito, a incitarem-me com o seu grasnar ensurdecedor e aquela permanente sensação de estar quase a chegar a lado nenhum.
E se não há mais Terra? E se tudo acaba no espaço? E se não chego ao fim só porque não há fim nenhum?
É quase brutal a alegria de querer conhecer o desconhecido. Traz-me cânticos aos lábios, o meu cérebro trabalha a velocidades já mais atingidas, o meu corpo está dorido de tanta excitação inacabada.
Já lá vai tanto tempo e eu continuo a viagem com a mesma vontade com que a comecei.
De repente surge um ponto no horizonte que rapidamente ganha tamanho e importância.
É uma explosão de vida! Cheguei, consegui, descobri!!!
E é um paraíso, nada falta, tudo é bom, tudo é calmo. A sensação vai crescendo à medida da descoberta, cada vez é mais forte, mais completa.
Desta vez acertei!
Depois de tudo conhecido e explorado, passada a euforia da conquista, começo a reparar que afinal sempre deve haver melhor, sempre deve haver mais coisas, sempre deve haver mais calma, sempre deve haver mais ... tudo.
E recomeça a inquietação, o não poder estar parado, a falta de qualquer coisa para a qual devo estar fadado.
Aquela sensação dorida de que se tudo já está satisfeito, eu ainda tenho muita vida para descobrir, para viver, para criar.
Alguém precisa de mim, em algum sítio, em algum tempo, em algum espaço.
Nem que esse alguém, seja eu!
Preparo-me para a nova viagem, que no fundo é a mesma. E rio-me. Rio-me, porque os meus preparativos para a viagem, são partir!
Mais uma vez as sensações fortes e amigas tomam conta de mim: a boca ri, os olhos brilham, o corpo incha de excitação, a cabeça fervilha de idéias perfiladas, que nunca acabam, onde as outras não começam.
E parto mais uma vez com o coração ao alto, tendo como companheiro de viagem o meu próprio sentir.
E o que mais me espanta é que nada disto me cansa, porque nesta viagem tão longa, todos os dias há coisa nova, não há ondas que sejam iguais, nuvens que sejam parecidas, nem caminhos que se sobreponham.
Há um renovar constante, um renascer permanente. Até o caminho percorrido tem coisas para descobrir.
Mas o que é mais interessante, é saber que nunca vai acabar, que a viagem vai continuar e que se alguém me quiser acompanhar tem de ter a mais linda qualidade: é o nunca querer ficar!!!
Chegarei ao fim um dia?
Se chegar, meu Deus, não me faças acabar, enche-me todo de sentir e então faz-me ... explodir!!!

Escrito em 26 . 11 . 91
A "culpa" de aqui colocar este "escrito" é do Tiago R. Cardoso, que ao vir deslumbrar-nos com os seus contos, me fez lembrar de alguns que vou escrevendo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

No mundo da "fantasia"... será?

O Primeiro sentado à sua secretária olhava para os seus colaboradores mais fiéis, na expectativa de uma qualquer brilhante ideia para colocar em prática e levar o partido à vitória nas eleições que se aproximavam.

Ele ia falando, expondo os seus pensamentos e pressurosos os outros todos iam meneando a cabeça, assentindo sem dúvidas tudo o que ele dizia, embevecidos com a clarividência do chefe.

A certa altura o Primeiro, já chateado com aquilo tudo, volta-se para eles e diz naquela voz irritada, arrogante, pesporrente, que toda a gente no país já tão bem identificava:
– Porra! Parem lá de andar com a cabeça de cima para baixo! Parecem umas galinhas a debicar no milho! Vejam lá mas é se tem algumas ideias que foi para isso que vos chamei para o governo! Ou querem ficar no desemprego?

Olharam uns para os outros, atrapalhados, temerosos, porque sabiam bem como eram as irritações do Primeiro.

Um deles então, parecia o da Economia, muito a medo, arriscou:
– Então e se oferecêssemos uns electrodomésticos ao povo?

Os olhos do Primeiro chisparam e gritou já com uma raiva incontida:
– Mas olha lá, tu julgas que eu sou algum presidente de Câmara, ou quê? Tu “tás” parvo? Só me saem gajos destes!

O outro ainda arriscou timidamente:
– Mas o Zé Eduardo fez isso e não é presidente de Câmara! E ganhou as eleições quase com 90%! Até parecia a Rússia de antigamente!

O Primeiro, sem sequer olhar para ele para não se irritar mais, disse:
– Gaita, és sempre o mesmo bronco! Não sei como é que te escolhi para isto!

Então o das Obras, com aquele ar de burro encartado, disse muito ufano:
– Já sei, prometem-se mais umas auto-estradas!

Responde-lhe o Primeiro:
– Ó meu camelo! Então já nem temos espaço para plantar umas couves neste país à conta de tanta auto-estrada, e tu ainda vens propor mais umas!

E acrescentou:
– Irra, estou cercado de incompetentes!

Aquele que não tem pasta com assunto, que é o mais chegado ao Primeiro, afirmou muito pressuroso:
– Eu ainda não disse nada! Eu ainda não disse nada!

O Primeiro não se conteve, e com o seu célebre dedo apontado para ele, gritou:
– Pois não, meu macaquinho de imitação! Tu nunca dizes nada e quando dizes é para repetir o que eu digo e mesmo assim muitas vezes mal!
E continuou:
– Bem, já percebi que com vocês não me safo! Tenho que ser eu a fazer tudo!
Vamos distribuir uns computadores aos putos das escolas, aumentar umas pensõezitas das mais baixas e prometer mais polícias e mais armamento para os gajos, a ver se o pessoal vota em nós.
Tenho que ver também como é que vou conciliar estas promessas e outras com a história da contenção do défice, mas quanto a isso não devo ter problemas porque os gajos da oposição andam aos papéis e não sabem para que lado se hão-de voltar!

E finalizou, com um ar cansado, mas muito satisfeito consigo próprio:
– Os gajos da oposição ficam sempre lixados comigo. Fartam-se de fazer perguntas, mas eu nunca lhes respondo e só falo do que eu quero! Até tenho pena deles!

Os outros levantaram-se todos e aplaudiram freneticamente o Primeiro, que de cabeça erguida em pose, agradecia condescendente a homenagem que lhe prestavam.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Chamem-me ingénuo, mas eu sou assim...

Pois é, podemos dizer que a vida é assim, que as coisas acontecem, que o mundo não pode parar e sei lá eu bem mais uns quantos lugares comuns ditos no dia a dia, que mesmo assim há certas coisas que não deixam de me incomodar.

Vem isto a propósito de uma notícia que vi e ouvi na televisão hoje quando me preparava para sair de casa de manhã.

Informava então a referida notícia, que hoje em dia cada vez há mais casas compradas em leilões, porque vão à praça por falta de pagamento dos empréstimos contraídos para as adquirir, a maior parte das vezes porque os juros se tornaram incomportáveis ao longo da vivência do empréstimo.

E nestes leilões caem aqueles, a notícia chamava-lhes investidores, que têm dinheiro para fazer um bom negócio com a desgraça dos outros.

Mas também lá estão casais que querem comprar as suas casas mais baratas e assim vão arrematar as casas daqueles que não as puderam, ou por vezes, não souberam ter.

E faz-me impressão, o que é que querem, faz-me impressão que alguns se aproveitem da desgraça dos outros, para fazerem a sua felicidade, ou pior ainda, para ganharem um pouco mais de dinheiro que já não lhes faz falta nenhuma.

Claro que no meio destes que perderam as suas casas, haverá muitos que não tiveram juízo, ou que tiveram mais “olhos que barriga”, mas continua a incomodar-me que vivamos cada vez mais num mundo frio e impessoal, em que os outros não interessam e em que somos capazes de construir as nossas vidas sobre o desabar das vidas dos outros.

Chamem-me sentimental, ingénuo, idiota até se quiserem, mas eu sou assim e espero não mudar, embora este feitio me incomode muito mais do que se vivesse egoistamente a pensar apenas em mim.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O estado da Justiça, ou a justiça do Estado.

O tempo vai-se encarregando de apagar a memória das coisas e de repente, perante a actualidade, esquecemo-nos do que ficou para trás e afinal não estava bem resolvido.

Alguém me mandou este video.
.
.
Resta saber:
Isto foi devidamente investigado?
E se foi, correspondia à realidade ou não?
E se sim, se correspondia à realidade, como é possivel o que agora se passa?
E se não correspondia à realidade, porque é que os visados na noticia não moveram um processo à SIC?
São muitas perguntas sem resposta, não são?

Com isto não estou a condenar ou a inocentar ninguém, mas a chamar a atenção para o estado a que a justiça deste país chegou!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Preocupações de velho!!!

Quem aqui me visita, já percebeu com certeza, que estou praticamente na casa dos sessenta anos, e que sou um pouco conservador, embora de espírito aberto que não recusa apreciar, analisar e até aceitar muitas coisas, ditas modernas.

Há no entanto algo que eu julgo ser intemporal, ou seja, que ficava bem antes, fica bem agora, e há-de ficar bem no futuro.

Esse algo é a educação com que nos comportamos em sociedade, uns com os outros.

E se há normas, digamos básicas, como o respeito que cada um nos deve merecer, se há uma ética e uma moral transversal a toda a humanidade que devemos preservar e adoptar de modo a não “sermos confundidos” com o reino animal irracional, há também normas de conduta que vêm de longe e se vão perdendo, a meu ver infelizmente.

Vem isto a propósito daquilo que venho observando há muito tempo, sobretudo nos mais jovens, que não apenas adolescentes, mas também adultos na casa dos vinte ou trinta anos.

Serão normas de conduta imprescindíveis para a vida humana?

Não são com certeza, mas tornam-na mais agradável, mas simpática, mais acolhedora.

Refiro-me ao seguinte:

Outro dia, sentado num restaurante à espera que me trouxessem o almoço que já tinha encomendado, ia reparando nas pessoas que entravam na sala e naquelas que já estavam à mesa a comer.

Um casal jovem, entre os vinte cinco e os trinta anos estava a entrar no restaurante.

Rapidamente ele tomou a dianteira, abriu a porta e entrou sem sequer olhar para trás, nem se preocupar se a porta batia na sua acompanhante, ou não.

Dirigiu-se a uma mesa e sentou-se de imediato no, digamos, lugar melhor, ou seja aquele que está voltado para a sala.

Ela sentou-se de costas para a sala, sem um qualquer gesto da parte do acompanhante.

Ele pegou na ementa, leu, releu e escolheu e só depois a passou à sua companheira de mesa.

E depois, bem, e depois os modos, (dos dois), de comer, de beber, de boca aberta, falando com a boca cheia, foram de tal modo que eu estava à espera do arroto final.

Há pois, era gente sem educação, sem escola, etc, etc!

Não, não eram, era gente de gravata, de roupa da moda, gente que se percebia terem um bom emprego e muito provavelmente um curso dito superior.

Ah, mas eram caso único!

Não, não eram, pois a maioria daqueles que ali estavam, e não só ali mas em tantos sítios por onde passo, portavam-se da mesma maneira e alguns até com uma certa arrogância nesses mesmos modos.

Sim, já sei que não é imprescindível para a vida do dia a dia, mas que as normas de conduta, ditas de boa educação, a que estávamos habituados, tornavam a vida mais bonita, mais simpática e melhor de viver, disso não há dúvidas nenhumas.

E esta forma de comportamento está rapidamente a alastrar-se, e é pena, porque os portugueses até eram gente com muito bons modos, atitudes e educação no seu viver do dia a dia, fosse a que “nível” fosse.

Enfim, preocupações de velho, que se calhar a ninguém interessam.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Desculpem, mas não resisti!!!

Estado condenado a indemnizar Pinto da Costa
Última hora: presidente do FC Porto poderá receber indemnização por ter sido detido ilegalmente no âmbito do processo Apito Dourado

O Estado foi condenado a pagar uma indemnização a Pinto da Costa por detenção ilegal. Segundo notícia avançada pela SIC Notícias e confirmada pelo PortugalDiário, o presidente do FC Porto intentou uma acção contra o Estado por detenção ilegal.

No Portugal Diário


Ora bem, agradecia que os meus amigos me acusassem de qualquer coisa, (que não envolvesse coisas sexuais, já agora), para ver se alguém ordena a minha prisão, indevida claro, porque eu preciso de ganhar uns cobres.

Podemos até dividir depois a indemnização, claro!

Sou insuspeito neste texto, até porque eu sou adepto do FCP!

Bem isto é a brincar, a tentar fazer humor, porque realmente se uma pessoa é indevidamente presa, o Estado deve ressarci-la dos seus prejuizos, sobretudo do seu bom nome.

Mas desculpem, não resisti!!!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Pobres Emigrantes!


Líder do PSD promete opor-se a proposta socialista
Ferreira Leite contra fim do voto por correspondência para emigrantes

11.09.2008

O PS entregou no passado dia 18 de Julho no Parlamento um projecto de lei para acabar com o voto por correspondência dos emigrantes nas legislativas - e que deverá ser discutido ainda este mês, estando agendado para sexta-feira dia 19 - argumentando que o voto presencial, que já acontece nas presidenciais, trará uma “dignidade acrescida à Assembleia da República” por ser mais “dignificante” e “transparente”.

No Público



Pobres emigrantes!

Há uns anos muito largos, nos finais da década de 50 e seguintes anos, os portugueses tiveram de emigrar, muitos deles a salto, para poderem arranjar dinheiro para viver, trabalhando no duro e a maior parte deles em condições tão terríveis, que chegavam a ser degradantes.

Passaram uns anos e a sua vinda era desejada, porque traziam as famosas remessas de divisas, que iam entrando nos cofres do Estado, dando um pouco de lastro á periclitante economia nacional.

Sim eram desejados, mas ao mesmo tempo criticados pela forma espaventosa de se mostrarem, pelo “francês arranhado”, pelos acidentes de automóvel, (como se fossem só eles coitados), mas eles não se importaram muito e continuaram a visitar o seu Portugal.

De Portugal recebiam pouco ou quase nada, a não ser o “matar saudades”, e mesmo nos países de destino, lutavam contra a interminável burocracia portuguesa e nem um apoio para que os seus filhos aprendessem da língua portuguesa, lhes era dado.

Passaram os tempos e veio a liberdade.

Alguns regressaram, convencidos de que agora sim a vida melhorara e os empregos abundavam.

Desiludiram-se rapidamente e alguns regressaram ao estrangeiro, levando novos emigrantes com eles.

Passaram a ser visitados, (julgo eu), por deputados da nação, mais interessados, (digo eu), em garantir os seus lugares de deputados, (e que raio as viagens são agradáveis), do que propriamente em resolverem os seus problemas.

E depois, depois começaram a fechar os consulados tornando a sua vida cada vez mais difícil em relação ao seu país que tanto amam e não querem esquecer.

Lutou-se para que pudessem votar por correspondência, porque se serviam para trazer dinheiro, também não era licito impedir-lhes o escolherem o governo da nação que se ia servindo das suas remessas, (que foram escasseando, é certo), mas não deixavam de entrar no país.

Há uns dias vi na imprensa alguém dos meios financeiros, (não me lembro quem), preocupado com a vinda dos emigrantes este ano, pois não tinham trazido o dinheiro que se estava à espera.

Agora vem esta gente que tem a maioria na Assembleia tentar retirar-lhes a possibilidade de votarem por correspondência sob o estranho pretexto, cito:
«Temos grande expectativa que tenha acolhimento aqui no parlamento, porque vai conferir à eleição para a Assembleia da República uma dignidade acrescida, na medida em que é um acto presencial e as eleições têm que ser presenciais, assumidas directamente pelos eleitores»

Pois bem, digo eu, a dignidade acrescida era os senhores deputados estarem presentes nas sessões da Assembleia, era os senhores deputados votarem leis que não fosse preciso emendar passadas umas semanas, era os senhores deputados falarem dos problemas do país, que vai muito para além de Lisboa e arredores, era os senhores deputados trabalharem qualquer “coisinha”, excepção feita logicamente àqueles que trabalham, mas me parecem bem poucos no cômputo geral.

Fossem os resultados da votação na emigração favoráveis à maioria e nunca se lembrariam da “dignidade acrescida”.

Pobres emigrantes, que para além de estarem longe do que amam, ainda os querem colocar bem mais longe!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Preocupação!!!

Tenho estado aqui a pensar neste assunto da D. Fátima Felgueiras!
O Ministério Público pediu a absolvição em não sei quantos crimes, por falta de provas, ou lá o que é!
Provavelmente os outros todos também serão absolvidos, porque também nada foi provado, como de costume nestes casos!
O que me preocupa é o seguinte:
Será que a D. Fátima vai pedir uma indemnização ao Estado por ter estado "exilada" não sei quanto tempo no Brasil?

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Já não há espaço para mais indignação!

Mais 207 reformas milionárias
Dois funcionários dos CTT contam com valores mais altos

O número de beneficiários da Caixa Geral de Aposentações (CGA) com reformas mensais superiores a quatro mil euros, o escalão mais alto para os trabalhadores ligados à Administração Pública, está a revelar um ritmo de crescimento imparável: só entre Janeiro e Outubro deste ano reformaram-se 207 funcionários do Estado com pensões «douradas».
Entre os novos reformados milionários contam-se, a partir de Outubro, João Pedro Barros, Simoneta Luz Afonso e Alfredo Bruto da Costa, presidente do Instituto Politécnico de Viseu, do Instituto Camões e do Conselho Económico e Social, respectivamente, avança o «Correio da Manhã».
Ao todo, segundo os dados da CGA, desde 1997 o universo de indivíduos com reformas superiores a quatro mil euros já aumentou 640%, uma média de 358 novos reformados milionários por ano.
O valor mais alto das reformas não foi atribuído a magistrados ou professores, como é habitual, mas funcionários dos CTT: Francisco Viegas, inspector-geral, vai receber a partir de Outubro uma pensão mensal de 8.093 euros e Elídeo Abreu, especialista em organização receberá uma reforma de 6.109 euros.


In Portugal Diário


Mas será que vivemos todos no mesmo país?

Isto é mesmo aqui em Portugal?

Há um funcionário dos CTT que vai ter uma reforma maior de que o ordenado do Presidente da República?

E não há dinheiro para aumentar as reformas dos que nada têm e “morrem” de fome?

E o que estamos à espera para pôr esta “gajada” toda que manda neste país a banhos nas Berlengas?

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Saudosismos realistas???

Seja por causa do final do tempo de férias, seja porque não há maneira de fazer calor a sério, ou por nenhuma razão especifica, dei por mim a pensar nos meus tempos de rapaz, lá para os anos 50/60.

E comecei a lembrar-me de como eram as coisas naquele tempo, o que me levou a reflectir sobre o que é nós andamos a fazer à nossa terra, ao nosso mundo, às nossas vidas.

É que naquele tempo, havia quatro estações do ano bem definidas, que para quem não se “lembre” eram a Primavera, o Verão, o Outono e o Inverno.
O mês de Setembro, era um mês de praia, tão bom como Agosto, ou Julho.
Aliás, nas praias da minha zona as casas em Setembro eram tão caras como em Agosto.
E agora?
Será que não demos cabo do tempo?!

Depois lembrei-me quando andava pelos campos e apanhava a fruta das árvores e a comia mesmo assim, directamente da “produção”!
E tomava banho no rio de águas limpas!
E agora isso é possível?
Fico a pensar que as crianças, os jovens deste tempo já não podem apreciar estas pequenas e simples coisas que sabiam tão bem.

E os animais eram alimentados com os restos da horta, da fruta, comiam no campo, e a carne era saborosa, tenra e raramente tinham doenças.
Os ovos eram amarelinhos, com um sabor intenso.
Ai, aqueles ovos estrelados em azeite bom!!!
E hoje é ração para aqui, hormonas para ali, e aquilo sabe tudo à mesma coisa.
O frango sabe a vaca e a vaca sabe a porco, passe o exagero.
E fico a pensar que os meus filhos já não vão conhecer esses sabores!

E a matança do porco?!
As morcelas, a sopa de morcela, os torresmos, as febras, a fritada, tudo feito no pingo da banha do porco!
Que sabores meu Deus!
E agora?
Agora temos a ASAE, que não dá de comer à gente, mas vai acabando com as coisas boas deste terra porque temos de comer como os ingleses, como os alemães!

E as recordações são um nunca acabar de coisas boas e claro também havia algumas menos boas, como a politica, por exemplo.
Mas agora também, a politica!
As promessas eram tantas…e afinal…
Claro temos a liberdade, podemos escolher quem quisermos!
O problema é que não há nada por onde escolher, digo eu!

Mas ponhamos a politica de lado!

Faz-me impressão que em tão poucos anos, 30, 40, 50, tantas coisas no mundo tenham acabado, tenham sido extintas, desde animais, à própria natureza, às comidas, às tradições.

Faz-me impressão olhar para os meus filhos e perceber que nunca vão experimentar coisas tão boas e simples como eu experimentei, não porque não queiram, ou não gostem, mas porque já não há!

Perdoem-me o saudosismo, mas lá que faz impressão, faz!!!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A Reentrada!!!

Fala-se então agora muito na “reentrada” da política, passadas as férias, como se fosse coisa importante!

Mas realmente, quer os políticos queiram quer não, não há ninguém expectante, à espera de grandes novidades, de surpresas, de rasgos políticos de génio, enfim de uma qualquer mudança que animasse a coisa, que desse aos portugueses a sensação de estarem vivos…politicamente!

O Primeiro Sócrates já falou qualquer coisa, de que retenho a eternidade das palavras, ou seja, o governo fez tudo muito bem feito e todas as críticas que possam ser feitas não são só injustas, são inadmissíveis.

A líder do principal partido da oposição irá falar, parece que neste Domingo, finalmente, mas verdadeiramente ninguém está à espera que saiam dali grandes novidades, projectos ou planos estratégicos que mudem o incrível panorama político do nosso país.

O outro senhor mais à direita também já fez um teatro qualquer do tipo indignado, mas que já constitui uma peça mil vezes ensaiada e repetida até à exaustão.

Depois o grande defensor dos oprimidos, (e por isso mesmo simpatizante das FARC na medida em que estes homens “generosos” vão retirando aqueles que lhes aparecem pela frente das garras do capitalismo), vai dizendo sempre os mesmos lugares comuns, preocupado agora mais com a grande festa e o “pilim” que ela há-de gerar, que com o estado da nação.

E depois vem aquele senhor de voz melíflua, sempre com um ar muito indignado do tipo, “todos me devem e ninguém me paga”, arvorando-se em “puro no meio dos impuros” e que também nada traz de novo ao ambiente do país.

E “prontos” é isto e pouco mais!

Não saímos da cepa torta, o tempo dos grandes tribunos parece ter acabado, e não se vê perfilado no horizonte ninguém que suscite a esperança de mudança, por isso só posso acabar este escrito, (que também não serve para nada), com um velho ditado português:
«Tudo como dantes, quartel general em Abrantes»!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Somos mesmo mal agradecidos!!!


Nós os Portugueses, somos mesmo uns “gajos” mal agradecidos!

Andamos sempre a queixarmo-nos de que estamos atrasados em relação aos outros, que não temos as coisas que os outros têm, que o desenvolvimento é muito maior lá fora, e sei lá mais o quê…

Pois agora que o governo tem feito um esforço para, não fazendo nada, trazer cá para dentro uma criminalidade ao nível dos outros países, é um chorrilho de queixas, de protestos, porque isto está perigoso, porque assim não dá, etc, etc.

Que caraças, agora que estamos a atingir o nível dos outros países, pelo menos numa coisa, devíamos agradecer ao governo e a todos quantos se empenham, ou melhor, não se empenham, para nos darem a alegria de em alguma coisa ombrearmos com os outros países mais desenvolvidos.

Mas não, apenas sabemos criticar, protestar e dizer mal de nós próprios!

Até já se diz para aí que este tipo de crimes não pode ser feito por portugueses!

Que não temos competência para tal, nem os equipamentos exigíveis a tal criminalidade!

Lá estamos nós com a mesma coisa de sempre:
O que vem de lá de fora é que é bom!

Deixemos trabalhar quem trabalha para colocar este país na senda do progresso, no mesmo ritmo de desenvolvimento dos outros, e deixemo-nos de queixas e protestos!

Saibamos apreciar o enorme esforço feito para, pelo menos num assunto, sermos iguais aos outros!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Futebol Clube do Porto


Sou adepto, (ou lá como é que isso se diz), do Futebol Clube do Porto.

Ontem vi o jogo.

Não percebo nada de futebol, mas continuo a dizer o mesmo que já dizia há três anos:

Jesualdo Ferreira não me convence!

Outra coisa intrigante para mim é terem um jogador dispendioso como o Quaresma, que não joga!

Para além de ser um "bem patrimonial" que não rende, ainda está a "depreciar-se" nas suas qualidades de jogador, baixando assim o valor da sua possível transferência.

Isto para falar em termos "financeiros", o que muito me desagrada quando falamos de pessoas!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

E não se pode mandar calar esta gente!

Na Quarta feira, estava a ver um qualquer programa de televisão sobre os Jogos Olímpicos de Pequim, onde um conhecido jornalista, (de quem não lembro o nome), trocava opiniões com Marco Fortes, (o tal atleta que gosta da caminha), outro senhor que não sei quem era e a D. Odete Santos.

Perante uma qualquer intervenção que falava do Tibete e da falta de liberdade, etc, a D. Odete saiu-se com esta, com mais ou menos estas palavras:
- Toda agente já sabe que o Dalai Lama é o chefe de uma clique de terroristas que torturavam e cortavam braços aos camponeses!
Perante o espanto do “jornalista” que timidamente ensaiou uma intervenção do tipo:
- Isso não é bem verdade…
D. Odete retorquiu de imediato:
- São historiadores que dizem!
O tal jornalista mais timidamente ainda, que a D. Odete não é para brincadeiras, perguntou:
- Historiadores?
E logo D. Odete:
- Sim historiadores da internet! É ir ver à internet!

Brilhante não vos parece?

Depois da “democracia” da Coreia do Norte, da “bondade” das FARC e sei lá mais o quê, temos o Dalai Lama como chefe de uma clique de terroristas!!!

Mas o pior disto tudo é que a D. Odete é figura requisitada na televisão para comentar, opinar, dizer coisas, sobre a actualidade, seja ela qual for, porque realmente esta gente sabe de tudo, até de pasteis de nata, como eu costumo dizer!

Parados no tempo, desejosos de uma qualquer ditadura do “proletariado”, que seriam eles claro, ainda são apesar de tudo ouvidos nos seus delírios “revolucionários”.

E não se pode mandar calar esta gente!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"Semos" os melhores!!!


Era a maior representação olimpica de Portugal!
Eram os melhores atletas e desta vez é que era, vinhamos carregados de ouro, prata e bronze!
Era uma preparação óptima e estavam todos na sua melhor forma!
E afinal...
O clima, os árbitros, o sol, a lua, a chuva, a humidade, e o raio que os parta, e tudo e mais alguma coisa, juntaram-se para lixarem os atletas portugueses, coitados!
Até a "nossa" Vanessa, que ganhou mais vezes aquela prova que qualquer outra atleta, acabou por ficar em segundo!
Parabéns de qualquer modo!
Assim já temos uma medalha, como alguns paises com nomes estranhos que eu nem sabia que existiam!
E o senhor lá do comité olimpico português, que já lá está "desde que há olimpiadas", ainda se vai recandidatar?
Bem, vou comer um Chop Suoy com arroz Chau Chau, para amenizar a coisa!
Ai, tanto dinheirinho gasto!!!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Divorcia-te, mas paga...


Divórcios causam calotes de 800 milhões à banca
Por cada 100 casamentos celebrados, 48 acabam em divórcio

Os divórcios são responsáveis por um terço do incumprimento à Banca em Portugal.
Olhando para o valor do total do crédito malparado nos primeiros cinco meses do ano, 2,59 mil milhões de euros, o fim do casamento responde por mais de 800 milhões de euros de dívidas incobráveis, o que representa mais de dois milhões de euros por dia, avança o «Correio da Manhã».
Em 2006, data dos últimos dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), foram decretados 23.935 divórcios.
Isto significa que por cada 100 casamentos celebrados 48 acabam em divórcio. Uma taxa que afasta as empresas de seguros de protecção de crédito de um nicho de mercado significativo.
«O risco é muito elevado», diz o director-geral da Genworth Financial, Luís Marques.
«Um terço do incumprimento à Banca é por motivos de divórcio e os outros dois terços são devidos ao desemprego, a doença», e outras situações, resume o executivo, «a doença é a que apresenta menor risco» às seguradoras.
Do "Portugal Diário"
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Oh caraças, os "gajos" não se lebraram disto quando fizeram a lei para "agilizar" o divórcio!
Bem se isto também se passar ao nível dos impostos, ainda vamos ter uma lei ao contrário, ou seja, a proibir os divórcios, ou no mínimo a terem de pagar os impostos antes do divórcio, sem o que, o mesmo não lhes será concedido.
Fiquemos também à espera de que a banca venha agora inventar uma "taxa de risco de divórcio" a aplicar a todos os empréstimos feitos a casais legalmente constituidos!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Um pouco de coragem, precisa-se!


Pequim 2008: China vai censurar Internet utilizada pelos media estrangeiros

A China vai censurar a Internet utilizada pelos media estrangeiros durante os Jogos Olímpicos de Pequim, indicou hoje um responsável do comité de organização, recuando numa promessa de garantir liberdade total aos media durante o evento.

No Publico



De um modo geral, os jornalistas são muito rápidos a noticiar e a indignarem-se com as faltas de liberdade, sobretudo ao exercício da sua profissão.
O que eu acho muito bem, diga-se de passagem, desde que realmente haja razões verdadeiras para isso.
Ora este caso relatado não oferece margem para dúvidas, pois é um responsável do comité da organização dos Jogos Olímpicos que o confirma.
Então o que estão à espera os jornalistas, todos os jornalistas, para se indignarem e tomarem a única atitude correcta:
Fazerem saber à organização dos Jogos Olímpicos que se não lhes derem liberdade de acesso ao seu trabalho, mormente o acesso à internet, não colocarão “os pés” em Pequim, e eles que fiquem a falar sozinhos!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Portugal, sempre!

Há uns tempos que venho debatendo um assunto sobre a guerra do Ultramar, (na qual estive), em que uns defendem que a mesma estava perdida militarmente à data do 25 de Abril, e outros, nos quais me incluo, afirmam o contrário, ou seja, que a guerra não estava perdida militarmente àquele tempo, mas que sim, estaria perdida mais tarde ou mais cedo porque são guerras que não se ganham, por causa da politica, porque são contra os ventos de mudança, e assim deve ser.
Mas ao debater este assunto, logo me veio outro ao pensamento, que é esta atitude quase nacional de nos menosprezarmos, de nos achincalharmos, de nos diminuirmos perante os outros, como se tivéssemos vergonha do nosso passado, da nossa história.
Portugal é, ao que sei, o país mais velho da Europa com as suas fronteiras definidas.
Tem uma história rica, riquíssima, a todos os níveis.
Fundou-se pela força de um homem, D. Afonso Henriques, alicerçada na vontade dum povo que já se identificava com uma nacionalidade.
Vencemos tudo e todos, a maior parte das vezes sozinhos contra inimigos bem mais poderosos e chegámos a dividir o mundo em duas partes com a nossa vizinha Espanha.
E nós Portugueses, continuamos hoje em dia muitas vezes a tentar demonstrar que não foi bem assim, que o mérito não é nosso, que as coisas não se passaram assim, que até nem tivemos valor nenhum e até pedimos desculpa pela nossa história.
Até já se fez um filme sobre as “derrotas” portuguesas, mas não se fez nenhum sobre as vitórias, sobre a gesta heróica deste povo.
Parece que temos medo, vergonha, do que os outros pensam de nós, e a todo o momento tentamos justificar as nossas atitudes, com o politicamente correcto, e tentamos imitar os outros, quando afinal nós temos uma identidade própria.
E esta atitude, este desânimo vai-se instalando e tomando conta das pessoas, porque se vai reflectindo no Estado, na governação.
Em vez de tentarmos corrigir o que está errado, tentamos mostrar com estatísticas um hipotético sucesso, apenas para mostrar aos outros que afinal “somos bons” e estamos bem.
Ouvia há uns tempos uma palestra do Dr. Paulo Teixeira Pinto em que este dizia que há três maneiras de mentir:
Uma é mentir, faltar à verdade, outra é omitir a verdade e a outra é fazer estatísticas.
Assim estamos nós.
As notas não são boas a matemática? Façam-se as provas mais simples e as estatísticas demonstrarão que melhorámos.
Há muitos acidentes rodoviários e a culpa é muitas vezes das estradas? Coloquem-se traços contínuos em rectas de 5 Kms, coloquem-se restrições de velocidade, tipo 40Km/H que ninguém pode cumprir, coloquem-se semáforos que acendem o encarnado ao mínimo movimento do veículo e que portanto ninguém obedece, e assim nas estatísticas aparecerá a culpa do condutor e não das estradas.
Não há bons serviços de saúde?
Façam-se estatísticas que provem que afinal os doentes não são doentes, mas apenas “gente chata” que não tem mais que fazer.
Há gente que não tem que comer e tem fome? Façam-se estatísticas de quantos recebem o Rendimento Social, ou lá como é que isso se chama, para provar que tudo está controlado.
Há gente que não tem emprego? Façam-se estatísticas aproveitando as sazonalidades para provar que afinal o desemprego até está a diminuir.
E por aí fora!
E depois?
Depois os cidadãos ficam iguais ao Estado e também querem mostrar aquilo que não são.
Trabalhamos mais do que o normal, tirando tempo à família, aos filhos, apenas para termos aquilo que muitas vezes já não é necessário, mas o vizinho tem.
Endividamo-nos para ter igual ao vizinho ou melhor, até para mostrarmos que somos bem mais sucedidos.
Vamos para férias distantes em lugares exóticos, comprometendo o orçamento familiar, mas mostrando aos outros que também somos “gente”.
Dizemos lugares comuns, porque toda a gente diz e fica bem.
Alegramo-nos porque há “gajos” que aos chutos numa bola ganham mais num mês do que aquilo que nós havemos de ganhar uma vida toda a trabalhar.
E tantas coisas mais!
Lembram-se da frase que para mim foi terrível:
«Somos os bons alunos da Europa!»
Que é esta merda?
Bons alunos?
Ou fazemos ou não fazemos, ou temos gente que nos governe ou temos gente que se governa, agora alunos!?
Reparem nos debates na Assembleia:
Mas aquilo tem alguma coisa a ver com governar ou fazer oposição?
Aquilo tem a ver com orgulho, estúpido e irracional, de quem manda e de quem quer mandar.
Tudo o que o Governo faz está errado! Tudo o que a oposição diz não serve para nada! É isto que sai daquelas intermináveis discussões, por vezes, muito mal educadas.
Os gajos sentem-se insultados?
Insultados somos nós que os lá colocamos para os gajos se servirem, se armarem em importantes, para pensarem e se arvorarem em “patrões”!
Mas afinal quem é aqui o “patrão”?
Somos nós, os Portugueses, ou não?
Não, não somos, porque vamos permitindo que tudo façam, vamos permitindo que digam mal de nós como povo, e nós próprios nos vamos diminuindo nas conversas, nos confrontos, nas comparações!
Temos de acordar, a história espera por nós!
Estamos cansados da história ou apenas não somos capazes de reagir?
Não, não é pelo futebol, nem pelas estatísticas que seremos reconhecidos, mas pela vontade indómita de um povo que se fez a si próprio, que se mostrou ao mundo, e que pode voltar a mostrar a tempera dos Portugueses se nos deixarmos de imitações, de “politicamente correctos”, de invejas de vizinhos, para traçarmos o nosso caminho, com os outros, mas com a nossa identidade.
E não me venham com a história de que isto é discurso nacionalista, ou quejando, porque não é disso que se trata, mas sim de assumirmos que somos um povo e que podemos, se quisermos!
Não me venham com frases feitas, importadas de outras culturas!
Nós somos nós e é connosco que temos de construir Portugal!
Não temos que nos preocupar com coisas paralelas, como o tabaco e tanta merda que se discute que será importante, é certo, mas ainda não é relevante quando há portugueses sem emprego, sem casa, sem comida.
Chega de dizer mal de nós próprios e de permitirmos que os governos e as oposições façam de nós “coitadinhos”!
Chega de ver um país verde, lindo, “escortanhado” de obras de fachada, como as auto-estradas e tantas outras “obras”.
Sejamos dignos da história que nos precede e fez de Portugal um país que tem uma história que se confunde em muito com a história do mundo, no penúltimo milénio da nossa era.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Se o ridículo matasse!!!

OFICIAL: recurso de Benfica e Guimarães recusado, Porto na Champions
Decisão do Tribunal Arbitral de Desporto foi tomada de madrugada
É oficial a decisão do Tribunal Arbitral de Desporto, que recusou o recurso de Benfica e V. Guimarães contestando a admissão do F.C. Porto na Liga dos Campeões. Esta era a última instância desportiva, pelo que na prática significa que os «dragões» irão jogar a «Champions».
in Portugal Diário
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É espantoso até onde chega a influência do homem, (leia-se Pinto da Costa)!
Nada se decide neste mundo sem que seja do agrado do homem.
O Obama que se cuide, pois se quer ganhar as eleições nos EUA é melhor fazer-se sócio do FCP!
Quanto aos "queixinhas":
Se o ridículo matasse!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ainda a libertação de Ingrid Betancourt e o PCP

Cuba
Herói das Farc, Fidel 'condena' sequestros
Com Agência Reuters
O ex-ditador cubano Fidel Castro é a principal inspiração das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) -- o grupo terrorista tomou as armas em seu país com o objetivo de derrubar o governo e, assim como Fidel, instalar um regime socialista no vizinho sul-americano.
Na quinta-feira, contudo, Fidel disse condenar os métodos dos seus seguidores (apesar de seu governo já ter adoptado as mesmas práticas contra os inimigos políticos).
Fidel, longe do poder desde que ficou doente há quase dois anos, escreveu em um texto publicado na noite de quinta pelo site estatal Cuba Debate (www.cubadebate.cu) que Cuba "apoia o processo de paz na Colômbia há mais de vinte anos", e que os atos dos terroristas não são justificáveis. Ele se disse feliz com a libertação da política franco-colombiana Ingrid Betancourt, resgatada pelas tropas do país depois de seis anos no cativeiro das Farc.
"Pelo elementar sentimento de humanidade, nos alegrou a notícia de que Ingrid Betancourt, três cidadãos americanos e outros foram libertados", escreveu o cubano. "Eles nunca deveriam ter sido sequestrados os civis, nem mantidos como prisioneiros os militares nas condições da selva. Eram factos objectivamente cruéis. E nenhum propósito revolucionário poderia justificá-lo", disse Fidel, cujo regime caçou e executou dissidentes durante décadas.
Revista Veja
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Caríssimos camaradas do PCP
Escrevo-vos indignado, triste, estupefacto!
A menos que a noticia acima seja mais uma invenção do “imperial-capitalismo”, temo pela saúde mental do nosso glorioso camarada Fidel, que afastado do poder dever ter sido sujeito a torturas inomináveis para proferir tais afirmações.
A luta pela liberdade, pela democracia, pelos direitos humanos sempre invioláveis, que é a matriz de todo o nosso movimento revolucionário, e que as FARC tão puramente defendem e são exemplo constante a seguir, e que tem exemplo concreto nos anos em que a mãe Rússia, foi governada pelo nosso sempre amado, glorificado, exaltado camarada Staline, não pode parar e continuará estou seguro, pelas vossas mãos, pelas vossas vidas tão desinteressadas de outras coisas que não seja o bem estar do povo.
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Para continuar a ler o resto deste texto aceder a Notas Soltas, Ideias Tontas, que com amizade o quis publicar em Notas Emprestadas.

sábado, 12 de julho de 2008

Bom fim de semana


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SONHO ACORDADO


Hoje quando acordar
Vou sonhar
Que sou tudo aquilo
Que gostaria de ser.
Vou partir à desfilada
Nas asas dum sonho acordado
Que me há-de levar
Até onde eu quiser ir.
Não vou sonhar com bens,
Nem terras, dinheiro ou carros,
Que são coisas pouco importantes
Para o que gostava de ser.
Vou sonhar que sou amado,
Estimado e respeitado,
Porque sou todos em um
E que sendo de todos
Não sou de nenhum.
Vou sonhar que sou entrega
Acolhimento e dádiva,
Que sou um farol que guia,
Um porto sempre seguro,
O amigo em quem se confia.
Vou sonhar que sou assim,
O ombro mais disponível,
A mão que enxuga a lágrima,
A palavra que conforta,
O abraço sem ter fim.
Hoje quando acordar
Vou sonhar
O que realmente seria
Se fosse
O que gostava de ser
Ao menos por um dia.

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08.07.12

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sábado, 5 de julho de 2008

Bom fim de semana


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ALGUÉM TOMOU CONTA DE MIM


Alguém tomou conta de mim,
E tirou-me o olhar, a expressão
E o riso,
Para seu puro prazer.
Alguém tomou conta de mim,
E tirou-me os dias,
As horas, os pensamentos.
Alguém tomou conta de mim,
E tirou-me os espaços,
As alegrias.
E eu não me importo,
Assim é que eu quero ser.
Cavalgado nas nuvens,
Voando mais rápido que o vento,
Grito mais alto que o tempo
Para todo o mundo ouvir,
Até à estrela maior:
Gosto muito e só de ti,
Meu amor.


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92.06.18

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Mas ainda há gente desta???

«na exibição de aparato bonapartista: eis o conjunto das imagens televisivas desta noite.
Fogo de artificio das elites burguêsas!
Ingrid Betancourt, senadora com pretenções presidenciais, arriscou e perdeu -- porem, burguêsa, duma familia altamente burguêsa, obteve o apoio de elites internacionais.
Esta sua libertação (como exprimiu o seu filho Lorenzo) fica como mais um cantigo de cigarra nos efemeros Estios das burguesias neo-liberais; com o Outono, o esquecimento sepulta-lo-a.
Viva a Classe-Trabalhadora Universal!!!Paris,3/VII/MMVIII.Xauter-conimbrigense.»
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"Isto" é um comentário colocado na notícia do Portugal Diário sobre a libertação de Ingrid Betancourt e dos outros reféns das FARC.
Mas ainda há gente desta?
Isto é estupidez politica?
Isto é estupidez humana?
Ou isto é simplesmente estupidez?!

terça-feira, 1 de julho de 2008

O Apito "Enferrujado"

Dei-me ao trabalho de ler o documento da Decisão Instrutória do processo chamado da "fruta", aqui no Publico , respeitante a Pinto da Costa e outros.
Não sou jurista, mas ao ler a peça pergunto-me como é possivel tentar levar alguém a Tribunal com "provas" daquelas?
Como é possivel aceitar a credibilidade de uma testemunha, que segundo este documento mente sem margem para dúvidas, conforme as provas obtidas?
Como é possivel andar a gastar dinheiro em processos que não têm, por força das provas obtidas, a minima credibilidade?
E como é possivel o Ministério Publico recorrer da decisão de arquivamento perante os fundamentos do acima citado despacho?
Bem mas eu, repito, não percebo nada de Direito!


sábado, 28 de junho de 2008

Bom fim de semana


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TRANSFORMAÇÃO



Aquele olho enorme
Lá no alto a perguntar
O que é que eu fiz de mim
Até agora.
Onde escondi a tristeza
Que me atacava,
Onde aprendi o sim
Que digo agora,
De hora a hora,
Onde enterrei a pressão
Que me abafava,
Onde descobri a alegria
Que me enche todo por dentro,
Onde encontrei este brilho no olhar,
Pleno de satisfação.
E eu tento responder,
Arranjar as melhores desculpas,
Inventar as melhores razões,
Dizer que sim e que não,
Quando afinal tenho a certeza
Tão certa como estar aqui,
Que esta transformação
É só
De gostar de ti…


92.07.31

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Que país este!!!

Hoje de manhã quando tomava o meu cafézinho, deparei com uma destas revistas de "faca e alguidar", também chamadas "cor de rosa", onde vinha escrito na primeira página, que o namorado da D. Carolina Salgado, (testemunha muito "credível", do Apito Dourado), confirmava que a dita cuja tinha feito um aborto voluntário, num qualquer "consultório", que não era "estabelecimento de saúde recomendado", digo eu.
A não ser que eu esteja enganado, e não conheça ou saiba interpretar a lei, (uma lei que até saiu de um referendo à Nação), então a prática do aborto clandestino não constitui um crime?
E esta personagem que segundo o dito namorado, lhe mentiu acerca de coisa tão pouco importante como o abortar um filho que também era dele, é testemunha "credível" em Tribunal?
Então e perante o conhecimento do "crime" cometido, relatado na primeira página de, pelo menos uma revista, as autoridades deste país nada fazem?
E isto tem alguma importância afinal, ou é mais um "fait divers" num país sem "rei nem roque"?
E porque é que eu estou a perder tempo com esta "porcaria"?...
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Rectificação:
Foi-me dito que a tal clinica seria afinal um "estabelecimento de saúde recomendado" para a prática do aborto.
Então não haverá crime, mas tudo o que está por detrás é tão sem classificação, que até me arrependo de ter aqui colocado este texto.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Não acontece, mas poderia acontecer!!!!

Sentados frente a frente, aparentando uma confiança mútua que não sentiam, um sorriso manhoso a bailar-lhes na boca, olhavam-se olhos nos olhos tentando mostrar um ao outro que estavam à vontade e que verdadeiramente não precisavam um do outro para governar, ou melhor, para manter as mordomias tão precisas a cada partido que representavam.
Começaram a troca de galhardetes com os lugares comuns da circunstância:
- Obrigado Zé, pelo convite para esta reunião.
- Ó Nela, eu é que agradeço a sua tão pronta disponibilidade. Desde já lhe digo que fiquei muito contente com a sua eleição, porque é pessoa com quem se pode conversar e acertar estratégias.
- Obrigado Zé pelas suas palavras. Com efeito eu não estou aqui para fazer oposições sem direcção, nem sentido, mas para encontrarmos uma possível plataforma comum em que pudéssemos ajudar o país a sair da crise em que está envolvido.
- Bem Nela, acho um pouco forçada essa história da crise do país, até porque nós temos tudo controlado e eu tenho para mim que o povo saberá reconhecer isso mesmo nas eleições que se avizinham, pelo que verdadeiramente nem precisaríamos de fazer nenhuma coligação.
- Ó Zé, tenha lá paciência, mas depois deste ano, se ganharem as eleições já se podem dar por muito felizes, quanto mais terem maioria absoluta!
- Bolas Nela, você sabe muito bem os problemas que tivemos com o estado em que o Zé Manel e o Pedro deixaram isto!
- Essa é boa! Então eu é que tive de ver se conseguia endireitar as finanças com o descalabro que o Tóino por aqui deixou, e você vem me chamar a atenção para o passado!
- Bem, “prontos” o melhor é pararmos com isto senão não nos entendemos.
- Também acho melhor Zé, porque o país precisa de nós e temos de fazer os sacrifícios necessários para isso.
- Nela, temos de traçar as linhas gerais da política que vamos prosseguir, bem como as áreas em que é mais importante actuarmos de imediato.
- Claro, temos afinal de arranjar, de estudar um programa de governo.
Ficaram ali a olhar um para o outro, parados sem saber o que dizer, até que ao mesmo tempo saíram-lhes as palavras da boca:
- Eu acho que….
- Ó Nela, desculpe, primeiro as senhoras.
- Ó Zé, deixe-se lá disso. Você é que é o Primeiro.
- Então cá vai. O que eu julgo que a Nela ia dizer, era a mesma coisa que eu queria dizer, ou seja, vamos lá tratar da divisão dos Ministérios, e dos lugares de administração das empresas públicas, e o programa logo se vê, a seguir.
- Ó Zé tirou-me as palavras da boca!
Cada um retirou a lista das pessoas a contemplar e empenharam-se denodadamente a arranjar lugares para aquela gente toda.
Naquele dia já não houve tempo para o programa do governo, mas também não era o mais importante…
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O que uns dizem que vai acontecer, outros dizem que nunca, "jámé", mas que não estando programado para acontecer, afinal ainda pode acontecer, e mesmo não acontecendo, se acontecesse se calhar seria mais ou menos assim que aconteceria....

domingo, 22 de junho de 2008

O Circo e o Pão

Agora que acabou o circo, é tempo de tratar do pão.
Pois foi, o circo acabou!
Mais uma vez foi um sonho que morreu na praia.
A culpa?
A culpa é desta maneira de nós Portugueses encararmos as coisas difíceis.
.......
Para ler o texto completo aceder a Notas Emprestadas - O Circo e o Pão .
Agradeço aos autores do Notas Soltas, Ideias Tontas o acolhimento e publicação deste texto que escrevi.
É uma prática muito interessante e recomendável para o intercâmbio entre blogues.
Parabéns portanto ao Notas Soltas, Ideias Tontas.

sábado, 21 de junho de 2008

Bom fim de semana


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AINDA SINTO…


Ainda sinto
O sabor dos teus olhos
Na minha boca.
Ainda sinto
O calor do teu corpo
No meu peito.
Ainda sinto
A ternura das tuas mãos
Nas minhas costas.
Ainda sinto
A enorme saudade de ti
Que este encontro aumentou.
Do dia de Sol brilhante
Voltei para a noite escura;
Da maior alegria,
Para a saudade calma e feliz
Do primeiro dia em que te vi,
Do primeiro momento
Em que te quis.
Anseio pelo momento
De te rever
De sentir o teu carinho
De no teu olhar morrer
De puro gozo e prazer,
E não mais me sentir sozinho…

91.09.17

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Cheira a cobardia, não cheira?

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Bloqueio pode levar camionistas à prisão
Procuradoria está a investigar. Organizadores e manifestantes poderão responder por, pelo menos, cinco crimes
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Claro que quem prevaricou dever ser responsabilizado e punido, obviamente!
Mas então, enquanto cortavam as estradas, impediam a circulação dos que queriam circular, etc, etc, não estava lá a policia ao seu lado?
Então e a policia não sabia que eles estavam a infringir a lei?
Então não fizeram nada no momento e agora que os prevaricadores já se desmobilizaram é que o Estado vêm apurar as responsabilidades da quebra da ordem que na altura não quis repôr como era sua obrigação?
Cheira a cobardia, não cheira???

segunda-feira, 16 de junho de 2008

A Verdade Desportiva...

Há uns dias atrás ouvimos o senhor Platini, muito indignado, dizer que a UEFA não admitia batoteiros no futebol, etc, etc.
Verdadeiramente, verdadeiramente ainda não está provado, que o clube a quem ele se dirigia, o Futebol Clube do Porto, seja culpado do que é acusado, por isso o senhor deveria ter sido mais comedido nas suas palavras.
Mas deixemos isso de lado para atentarmos na “verdade desportiva” que é permitir que o jogo Suiça/Portugal seja arbitrado por um árbitro austríaco, curiosamente cidadão do outro país organizador do Euro 2008 e vizinho da Suiça.
Realmente Portugal não jogou para ganhar, mas os erros consecutivos do árbitro, que ao não assinalar os 2 penaltis que existiram contra a Suiça alterou totalmente a verdade do jogo, cai precisamente na alçada das declarações do senhor Platini!
Há muitos modos de alterar o resultado de um jogo, quer por corrupção directa de alguém, quer por permitir que alguém seja juiz em “causa própria” ou “causa amiga”.
Mas não é só no futebol que a verdade desportiva é posta em causa.
Neste fim de semana decorreu o Rally da Turquia, que foi ganho pelos pilotos da Ford.
Curioso é que, sendo as estradas da Turquia de condução muito difícil para quem inicia os troços cronometrados, a equipa da Ford decidiu no primeiro dia ficar para trás, obrigando assim o campeão em título Sebastian Loeb a abrir todos os troços do dia de Sábado, que é normalmente o dia que define o Rally.
Não o conseguindo bater de outro modo, serviram-se de subterfúgios, para vencerem a prova.
É certo que esta é uma prática corrente, mas chamar a isto “verdade desportiva”?
Então e se os outros fizessem a mesma coisa?
Seria um Rally a ver quem é que ficava em último!
Enfim, vivemos num mundo em que tudo serve para ganhar, com verdade ou sem ela!

sábado, 14 de junho de 2008

Bom fim de semana


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VIDA


Acho tão pouco,
Quando olho para trás,
O que até agora fiz.
Apetecia-me correr como louco
Ao longo da vida futura
E construir, refazer, edificar,
Tudo o que tenho para dar.
Tenho o peito tão cheio desta ânsia incontida
De querer acabar
Tudo o que ainda nem comecei.
De querer viver com vida
Tudo o que não vivi.
De escrever,
Com fúria e alegria,
Os sentimentos que ainda não conheci.
De dizer a toda a gente,
Estou aqui,
Estou presente,
E deixar o mundo espantado
A dizer de boca aberta:
Que diabo
Afinal o homem,
Ainda não estava acabado.
De olhar a todos nos olhos,
Bem de frente e sem medo,
E gritar-lhes aos ouvidos:
Vocês vão ver,
O que eu sou capaz de fazer!
Abanar-lhes as almas,
Romper-lhes as cadeias,
Enchê-los a todos de inveja
A verem-me ser feliz.
E quando daqui a muitos anos,
Tantos quantos eu quiser,
Me apetecer chegar ao fim,
Olhar para o passado e dizer,
Com o orgulho posto na vida:
Tudo isto que está para trás
É muito feito por mim…

91.11.20

segunda-feira, 9 de junho de 2008

DIGNIDADE!!!

Internacional
Guiné-Bissau: Governo e UNICEF lançam programa combate à mutilação genital feminina

Bissau, 09 Jun (Lusa) - O Governo da Guiné-Bissau e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram hoje uma iniciativa para o combate à prática da mutilação genital feminina, um dos mais graves problemas sociais do país.
A iniciativa, “Acelerar a mudança para o abandono da mutilação”, vai durante os próximos três anos promover acções de sensibilização nas regiões de Bafatá, Gabu, Oio e Quinará, principais zonas onde o fenómeno da excisão é ainda bastante acentuado junto das raparigas.
A iniciativa hoje lançada também conta com a participação do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) e será executada pela TOSTAN , uma organização não governamental internacional com mais de 15 anos de experiência na mudança de mentalidade das comunidades afectadas por práticas tradicionais que trazem sofrimento.
De acordo com um comunicado conjunto distribuído à imprensa pelo FNUAP e UNICEF, o trabalho da TOSTAN na luta contra a excisão produziu “resultados positivos” em vários países africanos como são os casos do Senegal e da Guiné-Conacri pelo que se pretende aproveitar a experiência na Guiné-Bissau.
Dados das agências das Nações Unidas, baseados nos inquéritos aos indicadores múltiplos de 2006 (Mics III), apontam que 44,5% das mulheres guineenses entre os 15 e os 49 anos de idade sofreram mutilação genital, o que prova que as estratégias utilizadas até aqui para o combate ao fenómeno não produziram os efeitos esperados.
De acordo com as duas agências da ONU, a situação requer a “adopção de uma estratégia mais apropriada” que passará pela sensibilização directa e formação das comunidades.
Toda a estratégia será supervisionada pelo Governo guineense através do Ministério da Solidariedade, Família e Luta contra a Pobreza


Quando me preparava para escrever sobre este assunto, que vivi de perto na Guiné, que sempre me incomodou e continua a incomodar, (e que devia incomodar toda a gente), sou confrontado com esta “noticia”, (verdadeiramente tudo serve de noticia neste mundo):

Amy Winehouse traiu Blake Fielder-Civil
Cantora terá visitado o marido na prisão e contou-lhe todas as suas infidelidades. Mãe de Blake garante: «É um homem destruído»
Amy Winehouse estava tão atormentada com a culpa que quando visitou o seu marido, Blake Fielder-Civil, na prisão confessou as suas infidelidades, noticia o jornal News Of The World, citando a mãe do marido da cantora.
A cantora terá admitido que teve relações sexuais com Kristian Marr, baixista suplente da banda Towers of London. Mas não só. A problemática cantora terá também sido infiel com Alex Haines, o assistente do seu representante.
Devastado com as confissões da sua esposa, Blake recorreu ao «ombro» da sua mãe para lhe contar sobre suas mágoas.
A sogra de Amy considera que a cantora escolheu um mau momento para se confessar ao marido.
«Blake estava muito mal quando me chamou. Penso que o momento escolhido para lhe contar foi extremamente cruel», desabafou a mãe de Blake.
«Ele estava muito concentrado no seu julgamento e disposto a lutar pela sua liberdade. Agora é um homem destruído por saber que a sua mulher o enganou várias vezes. Sente-se muito humilhado. A infidelidade de Amy é imperdoável», sublinhou.


E fiquei a pensar neste terrível confronto entre aqueles que nada têm, aqueles a quem até a dignidade retiram, e aqueles que têm tudo, mas não têm dignidade porque não querem, ou nem sequer a sabem usar.
Ali na Guiné uma juventude é violentada, e provavelmente o seu maior desejo é ver-se livre deste terrível destino que é a Mutilação Genital Feminina, para poder viver a sua dignidade de pessoa.
Aqui neste país e noutros deste mundo dito evoluído, uma juventude toma por ídolo alguém que desgraçadamente tem tudo, mas que deita a fora dignidade, porque não sabe ser pessoa.
Podem dizer que é demagogia o que acabo de escrever, mas que é uma “demagogia” muito real, isso ninguém pode contestar.
Deixo àqueles que têm a paciência de aqui vir ler o que vou escrevendo, o pedido dos seus comentários, que à medida que forem chegando irei colocando como complemento do texto.
Eu não sou capaz neste momento de comentar mais nada sobre estas duas noticias.
Há em mim um misto de revolta, de indignação, que eu não sei bem exprimir e por isso temo não ser capaz de me distanciar suficientemente para ser ponderado na minha critica.
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1º Comentário
Fa menor
Ora bem!... ora bem, não! ora mal!
Começando pelo fim, hoje, acho que já poucas coisas assim me surpreendem, num mundo ávido de prazer, em que tudo é considerado normal.
A primeira notícia dá conta de uma violência contra a mulher - a mutilação genital - que urge reverter. Esta violência não é só física. Desta resultarão incapacidades que não a deixarão usufruir da total satisfação de um acto que a deveria engrandecer como mulher. Penso que o acto sexual irá ser para ela como um fardo que terá de carregar, uma vez que não o viverá em toda a sua plenitude. Assim sendo, esta viverá toda a vida um enorme trauma por não ser uma mulher por inteiro - é uma mulher a quem foi retirada a dignidade, como bem referes.
Aqui, é uma questão de cultura em que ainda não se conseguiu uma mudança de mentalidades. Acho que se devem envidar todos os esforços no sentido dessa mudança de mentalidades.
Sobre a segunda notícia, acho que também deveria ocorrer uma revolução com as mentalidades destas gentes, que por demais avançadas, se permitem a si próprias tudo, ao ponto de tão ofuscadas com o brilho que as cerca, não conseguirem enxergar que a sua liberdade termina onde começa a do outro. Neste caso, a dita senhora (e outras e outros que procedem de igual modo) não são capazes de pensar que não pertencem a si próprios(as) mas que passaram a ser "UM" com aquele(a) a quem prometeram fidelidade.
Onde mora o amor?! Será que as pessoas sabem o que isso é?
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2º Comentário
nem+
Eu que ainda agora comecei a ficar fã aqui do seu sítio, vejo que ainda para mais, (eu tenho sempre que meter uns +) não se fica por meias medidas e fornece-nos de uma vezada dois temas com pano para mangas e duros de roer de uma assentada, mas ainda bem porque assim também conseguiu transmitir-me duma só vez o seu espírito de revolta e de indignação aos quais junto eu agora o da estupefacção em que estou e que me incapacita de comentar total e devidamente como o post merecia.
Como já muito está dito no comentário acima, com o qual concordo absolutamente, digo-lhe que à primeira reacção, e como não sou diferente dos de+ leitores, com um pouco de sensibilidade que tenham, o que apetece, é "botar" logo culpas em alguém ou no primeiro infeliz que nos ocorra, e assim, por que não nos oftalmologistas que em vez de andarem a vender lentes a metro pela loja do chinês, não se deram ainda ao trabalho de inventar a receita que nos faça (a todos) olhar é para dentro, já que no 1º caso, uns são miopes ou sofrem de miopia sensitiva-mentecapto-retrógrado-cerebral, enquanto os outros (2º caso) se vêem é bem de+ !
P.S. Véspera de feriado não dá direito a poema de fim de semana? Calhava...
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3º Comentário
quinttarantino
Desgraçadamente vivemos num mundo de paradoxos e de diferenças abissais sem que para a imensa maioria isso constitua motivo de preocupação.
A mutilação genital feminina é um fenómeno de uma extrema violência que não encontra justificação e devia ser ferozmente combatido. Por prevenção e por repressão.Sempre que surge um caso mais gritante, lá nos comovemos para depressa esquecer.
Faz-me lembrar aqueles que são capazes de ir até certas paragens (o Brasil ou a Tailãndia, por exemplo) e por lá andarem com menores a fazer-se aquilo que muito bem se sabe sem que lhes doa a consciência.
Somos uma sociedade relativamente asséptica onde as coisas não nos incomodam por aí além enquanto se passam longe de casa; ultimamente, porém, até em casa há coisas que deixaram de causar embaraço como se vê pelo aumento dos casos de abuso sexual de menores.
Quanto à menina Amy Winehouse, dizer o quê?
Um produto acabado de uma sociedade consumista que acha imensa piada a uma pessoa que se apresenta bebâda em palco, não consegue cantar uma música direito e por aí fora!
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4º Comentário
Tiago R Cardoso
Existem por ai muita estupidez neste mundo e tivemos portanto logo direito a duas.
A primeira mais que uma estupidez, uma vergonha que ainda se pratica neste século, ainda se pratica num mundo supostamente civilizado.
Temos todo a obrigação de lutar contar os animais que fazem este tipo de mutilação, de ataque ao ser humano e que continuam no tempo da pedra lascada.
A segunda vai pela estupidez da noticia, que diga-se nem vale a pena comentar.
Excelente artigo, muito bem.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Bom fim de semana

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Se viver é amar alguém,
Então meu amor,
Eu vivo com certeza…

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92.06.18

terça-feira, 3 de junho de 2008

O poeta não tem razão!...A meu ver, claro!



PS acusa Alegre de «quebra de solidariedade»
Vitalino Canas admite «incomodidade» e «desconforto» pela participação do histórico socialista no comício ao lado do Bloco de Esquerda


O porta-voz do PS, Vitalino Canas, admite a «incomodidade» e o «desconforto» do partido pela participação do histórico socialista Manuel Alegre no comício desta terça-feira, organizado pelo Bloco de Esquerda, para debater os problemas do país.
Para Vitalino Canas, o socialista Manuel Alegre mostrou uma «quebra de solidariedade» com o PS ao juntar-se ao Bloco, «desvinculando-se» dos socialistas.
Confrontado com estas críticas, Alegre ripostou que «antes do Dr. Vitalino Canas saber o que era a política, já eu tinha sido preso por lutar pela liberdade».
O deputado do PS e ex-candidato presidencial Manuel Alegre é um dos oradores do comício, além do jovem deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro e da professora universitária Isabel Allegro Magalhães.

Retirado de Portugal Diário




Quem me conhece e vai lendo os meus pobres escritos, sabe bem que o PS não é nem de longe nem de perto o Partido das minhas preferências e que Manuel Alegre não faz parte dos políticos de minha estimação, (aliás neste momento nem tenho políticos de estimação).
Devo dizer até que o poeta é mesmo pessoa que me “encanita” um bocado, embora lhe reconheça valor na sua independência e até, vamos lá porque não, me dá um certo gozo quando “chateia” o Sócrates e seus compadres.
Em primeiro lugar, e antes de escrever sobre o assunto principal deste “arrazoado” de palavras quero expressar a minha “irritação” por mais uma vez ver um socialista colocar-se em “bicos dos pés” com o seu passado, para dizer que ele é que tem razão e os outros não.
Alguns chegam a dizer que não aceitam lições de democracia o que "revela" a sua matriz democrática profunda!
Pois bem, neste caso, eu acho que o PS tem razão!
Manuel Alegre pode ser independente nas suas ideias, pode afirmar a sua independência sempre e em todo o lado, pode falar e dizer o que pensa e se está de acordo ou não com a politica do seu Partido, mas não pode, a meu ver, alimentar a adesão a outros Partidos que não o seu, porque senão está, quer ele queira quer não, contra o PS.
E não venham dizer que é um comício alargado à esquerda, etc e tal!
Não é, e toda a gente sabe sem dúvida nenhuma que é um comício do Bloco de Esquerda, que aliás está todo contente com a presença de Manuel Alegre pois basta ver a expressão do inefável Louçã.
Quer o poeta queira quer não, a verdade é que ele vai dizer mal da sua família, para casa da família do vizinho que tem um “litígio de extremas” com a sua família.
Uma coisa é discutir com a família e em família, outra bem diferente é dizer mal da família a quem e com quem já diz mal da família.
Tenho dito!
E já agora para dar uma de “pesporrência”, (à maneira de não aceito lições de ninguém), não me venham dizer o que é uma família, porque nós cá em casa éramos 9 irmãos e em sobrinhos e sobrinhos netos, somos alguns 150!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Esta agora!!!


Em entrevista ao site da UEFA
Scolari adverte que Portugal não é o melhor do Mundo
O seleccionador nacional de futebol relembra que a equipa está em pleno processo de renovação e que os bons resultados do Euro 2004 e Mundial 2006 não devem retirar concentração aos jogadores. "Se pensarmos demasiado no passado, perdemos o presente", alerta.
Retirado do Expresso


Não acredito!!!

Não pode ser verdade!!!

Não somos mesmo os melhores do mundo???!!!

Ó que desilusão!!!

E agora o que é que eu vou fazer da minha vida???!!!

O que vai ser deste país???!!!