sábado, 26 de abril de 2008

Bom fim de semana!


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SEM TITULO

Nos meus olhos instala-se o nevoeiro,
incomodado com a luz do Sol
que lhes faz crescer a alegria,
da vida d'outro dia.
O som da respiração torna-se ofegante
e faz vibrar as folhas da árvore da expiação,
em mim nunca sentida,
e no entanto, sempre presente e constante.
Já nada me toca com braços invisiveis,
e o som dos meus passos deixou de se ouvir.
A madrugada morreu num longo estertor,
e o cinzento tomou conta de tudo.
O meu peito rasga-se como uma ânsia,
e choro as lágrimas de sentir,
que caídas na terra,
engrossam os rios de sangue,
das feridas abertas, das chagas de horror,
sempre a rir da esperança,
de quem já só ri, chorando.
Fixo os olhos no vazio,
faço as minhas mãos de pedir,
e grito, berro, dou urros,
faço pinos, dou cambalhotas,
rezo, e até blasfemo,
alguém tem de me ouvir...

17.01.1992

terça-feira, 22 de abril de 2008

A Decisão...

- Ó Rui, afinal avanças ou não?
Perguntava a Manuela com a sua voz profunda e um pouco ríspida.
- É que se nenhum de nós avança o gajo ainda se recandidata e o mínimo que pode acontecer é ficarmos sem partido, ou melhor, o partido ficar todo partido.
O Rui, com a cabeça entre as mãos, dizia que sim que ela tinha razão, mas não havia maneira de se decidir.
Ela insistia:
- Ó pá, tens que ver que aqueles que já estão na corrida, não têm significado nenhum. O Pedrinho é muito bom rapaz, mas coitado ainda agora saiu das fraldas da mãe, e o Patinha só dá vontade de dizer: Ó Patinha…Antão vais ou ficas!
Pela primeira vez o Rui esboçou um sorriso e disse:
- É pá, essa teve graça mas é “mazinha”!
Olha Manela, é assim: eu tenho a Câmara para gerir, o pessoal apesar de tudo até gosta de mim, mas a verdade é que não sou simpatia nenhuma aos olhos dos Portugueses. Aliás, desculpa lá, mas tu também não. Neste momento acho que é melhor ficar por aqui, mas podes ter a certeza que te apoio em tudo. Olha, até podias se quisesses apresentar-me como teu Ministro das Finanças, (o pessoal sabe que eu sou rigoroso), caso ganhasses as legislativas!
Ela olhou para ele muito séria e disse:
- Estás a lixar-me e eu a ver! Já percebi que tenho eu de avançar. O meu problema é como hei-de aprender a sorrir e a ser simpática, sem deixar de ter este aspecto rigoroso e sério.
O Rui deu-lhe um abraço e respondeu:
- Fazes bem, pá! O partido precisa de ti e eu cá estarei para te apoiar em tudo. Quanto ao sorriso e à seriedade é simples: quando quiseres sorrir e ser simpática lembras-te das coisas que o Alberto João diz e vais ver que ficas logo com um sorriso porreiro e um ar muito mais simpático. Quando quiseres um ar rigoroso e sério, lembras-te do Sócrates com um dedo espetado na tua direcção a “ralhar” com aquele ar esganiçado, e logo ficas rigorosamente séria.
- Bem, disse a Manuela, não tenho outro remédio! Vamos lá a isto!

sábado, 19 de abril de 2008

Bom Fim de Semana!

Mais um devaneio...para fim de semana...

O MEU HINO À LIBERDADE

Deixa-me escrever-te um poema,
Que tenha por tema
A liberdade.
Porque sabes,
Eu sou livre e sou alegre,
Sou teimoso, obstinado,
Corajoso, apaixonado,
Defeituoso e sem jeito,
Mas trago dentro do peito
Esta minha liberdade.
Que é cantar, como os cantores,
Sem jamais saber cantar,
Escrever como os escritores,
Sem nunca saber escrever,
Ensinar como os Doutores,
Sem nunca ter de aprender,
Fugir e ser soldado,
Apenas porque se quer,
Olhar e ser olhado,
Sempre que a gente quiser,
Ser homem e ser mulher,
Sem nunca estar acabado,
Partir pelo mundo fora,
Sem nunca daqui ter saído,
Ter saudades de partir,
Sem nunca aqui ter chegado,
Passar uma vida a rir,
Sem ter razões para ter rido,
Olhar para o mundo
E dizer:
Esta é a minha vontade,
O meu voto mais profundo,
O meu hino
À liberdade...

Escrito num passado, não muito recente.

terça-feira, 15 de abril de 2008

"Burro velho não aprende"...


Mais uma vez repete-se neste mundo a história da arrogância, da ditadura, da violência, do egoísmo feroz de um só, apoiado nas benesses que vai dando a uns tantos “carneiros” que o seguem.
E mais uma vez o mundo, dito civilizado e democrático, vai assistindo, impávido e sereno a todo um crescendo que irá dar certamente, (espero bem estar errado), num banho de sangue.
Levantam-se aqui e ali umas vozes de governantes, tímidas, envergonhadas, mas que vão sempre apelando a um suposto entendimento entre as partes, que apenas serve o energúmeno que quer controlar um povo e um país a seu belo prazer e para seu prazer, dando-lhe tempo para arregimentar forças e armas, para impor a sua vontade.
Refiro-me obviamente ao Zimbabué e a um sujeito chamado Robert Mugabe, que continua a ter aceitação como pessoa de bem junto da maioria dos governantes de África e até do mundo.
Afinal, para que servem as Nações Unidas, a OUA e todas essas invenções dos homens que supostamente deviam defender os homens de alguns homens que se acham com o direito de dominar os outros homens?
A lista de “monstros” que foram dizimando a humanidade é grande e pelos vistos tem tendência a engrossar.
Afinal é bem verdade o ditado: «Burro velho não aprende», e aqui o burro velho é o mundo, ou seja para dizer melhor, somos nós todos, humanidade que se diz inteligente!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Bom fim de semana!

Para o fim de semana deixo aqui um devaneio "poético", escrito no passado...sempre presente.

O MANDADOR DO TEMPO

Falei com o "mandador do tempo"!!!
Pedi-lhe para que
Quando tu estás longe,
Os segundos sejam repentes,
As horas sejam segundos,
E os dias sejam mais curtos!
Quando estivermos de mão dada,
Queria os segundos em horas,
Das horas eu queria dias,
E que os dias durassem anos!
Pedi-lhe, supliquei-lhe,
Pus-me de joelhos, até!
Fiz-lhe ver como gostava de ti,
Como tu me fazias falta,
Como não tinha alegria,
Se não te estivesse a ver!
Mas o "mandador do tempo",
Apesar de convencido,
Não me quis atender!!!

09.07.1992

terça-feira, 8 de abril de 2008

Os Jogos Olimpicos, ou a união entre os povos...


Comité pondera suspender volta da chama olímpica


«Respeitamos o direito de as pessoas expressarem as suas opiniões, de as organizações manifestarem-se pacificamente e de as comunidades e as autoridades locais organizarem as os seus sistemas de segurança, de forma a conservarem a ordem», disse o porta-voz da Comité Olímpico em Pequim, a uma agência noticiosa.
«Contudo, a chama olímpica tem também o direito de percorrer o seu caminho até Pequim, de forma pacífica, simbolizando a reunião de todos os jovens desportistas de 205 países e territórios em todo o mundo», acrescentou o porta-voz.

Retirado do Portugal Diário
negrito meu.

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Acho isto uma coisa fantástica!
Mais uma vez o mundo se curva perante o tamanho da China!
Afinal o melhor é suspender a volta da chama olímpica para não incomodar o governo da China, que segundo o porta-voz do Comité Olímpico, “tem direito a organizar os seus sistemas de segurança de forma a conservar a ordem”, mesmo que isso signifique dar umas porradas valentes em gentes de outros povos que não querem viver sobre a “pata maravilhosa” do governo chinês.
Mais disse o referido senhor que: «a chama olímpica tem também o direito de percorrer o seu caminho até Pequim, de forma pacífica, simbolizando a reunião de todos os jovens desportistas de 205 países e territórios em todo o mundo», nos quais muito provavelmente não estão incluídos os jovens tibetanos, a quem é extremamente difícil correr e saltar com as pernas e os braços partidos.
Este senhor é porta-voz do Comité Olímpico, que representa os Jogos Olímpicos, “recuperados” na era moderna pelo Barão de Coubertin, simbolizando a amizade e união dos povos.
Para este senhor e alguns outros, só de alguns povos, que há outros povos de que não vale a pena falar, como os tibetanos, por exemplo!!!
Será que isto dos Jogos Olímpicos também envolve dinheiro???
Não!!!
Deve ser só por amor ao desporto e à união entre os povos!!!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A mim ninguém me cala!!!


Fidel preocupado com os perigos da electrónica
Cuba: Telemóveis e outros objectos digitais têm agora venda livre no país

Portugal Diário



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Ah,... julgavam que o homem se calava!!!

segunda-feira, 31 de março de 2008

Divórcio unilateral???

Fala-se agora por aí, (e não só se fala, quer-se concretizar), numa coisa que será o Divórcio Unilateral.
Acho que é coisa saída do BE, salvo o erro, mas que não vejo totalmente “descartada” pelo PS.
Claro que pela minha condição de cristão católico sou frontalmente contra, mas não é só por isso, mas para além disso.
Para levar por diante o seu desiderato, vêm dizer-nos que o casamento, (civil, logicamente), não é mais do que um contrato entre duas partes.
Tudo bem, do ponto de vista civil até o posso admitir, embora com relutância, porque para além dos factores que podem ser expressos contratualmente, existem factores sentimentais que nunca podem ser reduzidos a uma expressão contratual.
Mas se analisarmos aquilo que pretendem com o referido contrato, chegamos à espantosa conclusão, que é o mais reles contrato que pode ser feito entre duas partes!
Se não, vejamos:
Hoje em dia tende-se cada vez mais a colocar um cuidado extremo em todos os contratos, por forma a defender os contraentes do livre arbítrio de cada um.
Com efeito, por exemplo um contrato de trabalho, não pode ser rescindido unilateralmente sem acordo das partes, envolvendo indemnizações, e quando tal não acontece, a parte “prejudicada” pode sempre recorrer ao Tribunal.
Um contrato de compra e venda de propriedade, envolve por exemplo, clausulas de indemnização por quebra unilateral do mesmo sem razão plausível.
E podemos ir por aí fora em diversos exemplos de contratos, chegando sempre à conclusão que são feitos defendendo as partes envolvidas.
Daquilo que me é dado ler sobre este “Divórcio Unilateral”, chego à conclusão que depende apenas da vontade de um, com razão plausível ou não, e que o outro tem de aceitar e “prontos”!
Ora isto parece-me um ataque total e desprezível á célula mais importante da sociedade e que é a família.
Já nos queixamos que hoje em dia não há tempo para os filhos e que isso se reflecte nos valores morais e outros, (ou melhor, na sua falta), que a sociedade vive.
Há cada vez mais filhos “desgarrados”, abandonados, desprezados, sem referências familiares e com esta proposta, aumentaria com certeza drasticamente o seu número.
E as mulheres que hoje em dia passaram trinta ou quarenta anos vivendo um casamento e agora de repente os seus maridos, querendo trocá-las por uma mais nova, divorciam-se unilateralmente, deixando-as entregues a uma existência sem qualquer futuro!
Impossível? Não me parece se esta proposta for aceite, mais tarde ou mais cedo!
E por ironia, quando um dia perguntarem a um/uma jovem qual é a sua família, poderão obter como resposta qualquer coisa como isto:
Sou filho/a do 4º contrato do meu pai e do 2º contrato da minha mãe!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Mas que notícia interessante...


• CUBA
Cão rosna quando ouve falar em Bush
Um cão rosna quando ouve a palavra Bush e quando ouve falar em Estados Unidos. Percorrendo as ruas de Havana, o enviado especial da TSF em Cuba, Fernando Alves, descobriu ainda que este mesmo cão fica contente quando ouve a palavra Portugal.
( 10:49 / 27 de Março 08 )


Retirado da TSF online


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O jornalismo português continua a espantar-me!
Mas que interessante noticia!
Eu se mandasse, enviava já o dito jornalista aos EUA para pesquisar se haverá por lá algum cão que rosne ao nome de Fidel de Castro, e à menção da ilha de Cuba!
Ou porventura algum camelo que chegue a balir na Arábia Saudita quando ouve a palavra Israel!
Ou até mesmo um Panda, na China, que se enfurece ao ouvir o nome do Dalai Lama!
Mas o mais interessante é o que o referido cão cubano fica contente, contente calculem!, (deve abanar a cauda), ao ouvir a palavra Portugal!
Isto é que é uma nação!!!

terça-feira, 18 de março de 2008

Emigrantes...

Alguns, devem ser poucos os que visitam este espaço, podem ser levados a pensar que o autor destes escritos leva tudo para o gozo.
Não é bem assim, até porque a brincar, se pode falar de assuntos muito sérios, dando-lhes uma perspectiva diferente.
E depois convenhamos que algumas coisas que se passam neste país só mesmo levadas para o gozo, embora sejam muito sérias e por vezes as suas consequências sejam ainda mais sérias.
Todo este arrazoado para dizer que um texto do Quintarantino, no blogue notas soltas & ideias tontas, me levou a pensar nos emigrantes, não só portugueses como nós, mas e sobretudo naqueles que procuram no nosso país melhores condições de vida.
A memória dos homens é fraca, costuma dizer-se, e a verdade é que já nos esquecemos como os portugueses que primeiro emigraram para França, foram tratados nesse país.
Explorados, não só em esforço de trabalho, como em pagamento, marginalizados, colocados à margem da sociedade, muitas vezes vivendo em condições sobre-humanas, abandonados por Portugal, à mercê dos países de destino, enfim, uma história, apesar dos anos ainda bem recente, que não podemos esquecer.
Mas esquecemos, a verdade é que esquecemos, ou fizemos por esquecer, porque o modo como hoje em dia tratamos os emigrantes que nos procuram de todos os lados, mas sobretudo os de África e do Leste europeu, leva-me à conclusão que não aprendemos nada, ou melhor, que aprendemos o que não devíamos ter aprendido.
Recentemente aqui na minha zona, foi-me dado a conhecer um caso de um “industrial” que explorava em horas de trabalho e pagamento irrisório emigrantes do Leste, e quando um deles arranjou melhores condições noutro trabalho, como vingança o individuo nem sequer lhe pagou o que lhe devia pelo trabalho já feito.
Mas o que me chocou foi saber que o dito “industrial” tinha sido emigrante em França e tinha passado por isso mesmo!
Os seus lamentos e protestos de então não servirão agora para lhe mudar o modo de proceder.
Sabemos que o fenómeno da emigração tem muitas facetas e pode ser discutido e analisado de várias formas, mas a verdade é que na maioria dos casos do trabalho emigrante indiferenciado no nosso país, as pessoas continuam a ser exploradas e mal tratadas, sem muitas vezes terem ninguém que as defenda.
Esquecemo-nos nós que ainda há pela Europa muito português trabalhador sujeito a estes vexames, protestamos e indignamo-nos, mas cá dentro vamos fechando os olhos à indignidade.
Há muito que a lei da humanidade devia ter deixado o “não faças aos outros o que não queres que te façam a ti», para passar a fazer o que Jesus Cristo nos quis ensinar, «faz aos outros aquilo que queres que te façam».

segunda-feira, 17 de março de 2008

Mas que idéia...


Rottweiler Clube quer reunião com ministro
2008/03/16 22:36CLC
Associações estudam formas de luta contra medida proposta pelo Governo

O Rottweiler Clube de Portugal vai reunir-se na segunda-feira com a direcção do Clube Português de Canicultura e pedir uma reunião urgente com o ministro da Agricultura, Jaime Silva, para o início da semana, noticia a Lusa.
Retirado do Portugal Diário

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Claro que levam os “cãezinhos” para a reunião!
Isto a mim cheira-me a idéia do Sr. Portas!
Ou será do PM para se livrar deste incómodo?!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Esta é que me "lixou"!!!

Vitalino Canas faz balanço de três anos de governação
PS diz que objectivos do partido e do Governo foram alcançados

12.03.2008 - 11h16 Lusa

Vitalino Canas falava aos jornalistas no final de uma reunião da Comissão Política do PS, realizada ontem à noite na sede nacional do partido, para fazer o balanço dos três anos de governação socialista.
Questionado sobre se a Comissão Política falou também daquilo que correu mal, Vitalino Canas admitiu que não. "Quando se fazem balanços é, certamente, para realçar aquilo que se fez bem. E, foram tantas as coisas que fizemos bem, que não temos de perder tempo com o que fizermos mal".

Retirado do Publico

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Eu devo ser “muita burro”!
Então não é que eu pensava que quando se fazia um balanço de qualquer actividade se analisava o que tinha sido feito de bom, para continuar e fazer melhor ainda, mas também e sobretudo, se analisava o que tinha sido feito de mau, para corrigir e fazer bem!
Mas afinal não!
Parece que apenas devemos perder tempo com o que se fez de bom e ficarmos muito contentes com isso, e nunca perder tempo com o que se fez de mau, porque não há necessidade de emendar nada, mas sim esquecer depressa o que se passou!
Fantástico, não é?

terça-feira, 11 de março de 2008

Serei eu que ando distraído...

Críticas são «borbulhagem», comenta Menezes
Líder do PSD reage e diz que opositores internos estão mais ambiciosos

O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, reduziu esta segunda-feira a contestação interna a uma «borbulhagem» gerada pela ambição de quem começa a acreditar que o partido pode chegar ao poder nas próximas eleições legislativas, em 2009, escreve a Lusa.
«Em quatro meses, trouxemos o partido de uma situação em que não pensava na vitória, para uma situação em que pensa na vitória. Quando isso acontece, o comportamento das pessoas altera-se, passa a haver mais ambição», afirmou o líder social-democrata.
Retirado de Portugal Diário
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Confesso que normalmente “boto” o meu voto no PSD.
Mas faço agora umas perguntas a ver se alguém me sabe responder.
Este Senhor Menezes vive aqui em Portugal?
Vive no mesmo país em que eu vivo?
Vive cá com os Portugueses?
Se a resposta às perguntas anteriores for sim, então sou eu que ando distraído e esta afirmação do referido Senhor, «situação em que não pensava na vitória, para uma situação em que pensa na vitória», é credível e verdadeira?

sábado, 8 de março de 2008

Já não há vergonha...

Documento de Catalina desviado
Governo colabora na acção de Pedroso contra o Estado

Por Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita

Um documento de Catalina Pestana apareceu misteriosamente nas mãos do advogado de Paulo Pedroso. E quem o passou foi o chefe de gabinete do ministro Vieira da Silva. A juíza já participou ao Ministério Público. O caso prova as ligações entre o Governo e Paulo Pedroso, num caso em que este processa o Estado.
Retirado do jornal Sol
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A vergonha, o pudor perderam-se por completo!
Os sinais de arrogância, autoritarismo, aliados a uma impunidade permanente que se verifica em pequenas noticias que nunca são averiguadas até ao fim, estão aí, à vista de todos nós e no entanto não queremos ver, continuamos a olhar para o lado e a prosseguir as nossas vidas como se nada se passasse.
O que importa é o défice!
Os valores da sociedade, o bem estar das populações, a administração verdadeira e atempada da justiça, a educação dos jovens e adultos, nada disso interessa, mas apenas o equilibrio das contas que ainda por cima a maior parte das vezes é manipulado para atingir os resultados que se prometem.
Já sei, vão dizer que o senhor que entregou o documento o fez em colaboração com a justiça!
Pois, mas se o individuo em questão fosse o Zé das couves bem se lixava porque não havia documento para ninguém!

sexta-feira, 7 de março de 2008

Espantoso!!!


Menino de oito anos passa em exame de Direito

Portugal Diário


É pá, nem o Sócrates era capaz de semelhante proeza!!!!

terça-feira, 4 de março de 2008

Práticas Ambientais???...

Hoje em dia fala-se tanto do Ambiente, protesta-se tanto por causa de uns ninhos de uns passarinhos especiais, de uns peixinhos exóticos, ou de umas plantas em perigo e não se vê o que está mesmo em cima de nós.
Com isto não quero dizer que não se protejam as espécies animais, mas afirmo que a primeira espécie a proteger deve ser a espécie “animal racional”, (racional, às vezes).
Nas grandes cidades, Lisboa, Porto, etc, o problema não se sente, não se vive, mas aqui na província, é uma coisa perfeitamente incrível e que, a meu ver, não se entende em pleno século XXI.
Refiro-me à prática aberrante do despejo do conteúdo das fossas nos campos de cultivo!
O espectáculo é deprimente, e o cheiro nauseabundo que se mantém no ar durante largas horas e por vezes dias, invade as ruas, as casas e por vezes torna-se até insuportável respirar em tal “ambiente”.
E eu pergunto-me se tal prática não faz mal à saúde?
Não só directamente pelo acto dos despejos, mas também e sobretudo indirectamente nos produtos consumidos.
Sei que em Inglaterra, por exemplo, tal prática foi totalmente proibida porque chegaram à conclusão que os alimentos confeccionados com produtos assim cultivados colocavam em causa a saúde das pessoas!
E aqui no nosso país alguém dedicou um tempinho a estudar a coisa?
Até quando em Portugal vamos continuar com estas práticas aberrantes?
E já pensaram no efeito magnífico que isto tem no turismo?
Quem é o turista que não gosta de passear no campo inspirando tão “suave perfume”?

segunda-feira, 3 de março de 2008

Direita e Esquerda, Esquerda e Direita…




Não, não vou escrever sobre a tropa!
Vou tentar escrever, dando a minha fraca opinião, sobre esta coisa da politica a que se decidiu chamar direita e esquerda.
À partida parece-me, (e quem sou eu para o dizer), que esta designação é pobre e “mázita” para a esquerda, visto que a maioria do pessoal usa a mão direita para escrever, ou seja, é direita e não esquerda!!!
Isto é brincadeira, claro!
Agora a sério, a sério, o que eu gostava muito era de alguém que governasse este país pensando no bem dos Portugueses, de todos, não só de alguns, (até porque esses alguns, estão bem muito obrigado), e que se estivesse borrifando para as exigências disto e daquilo que os “grandes” da Europa vão fazendo, (até porque eles não as cumprem), atendendo mais aos nossos verdadeiros problemas.
Se é de esquerda ou de direita, borrifei!
Quero é que seja honesto, que ouça o que os outros lhe dizem, que tenha a mente aberta para ouvir conselhos e criticas, que dê o braço a torcer quando não tiver razão, que faça o que os outros dizem se eles tiverem razão, e que se preocupe em servir e não servir-se.
Se for preciso que o pessoal não goste dele/dela um bocadinho por causa de umas medidas mais chatas e incómodas, que assim seja, mas que não seja arrogante, nem petulante, mas humildemente, como quem serve, vá tentando explicar as medidas tomadas e o seu alcance para o bem de todos.
Que estude bem as ideias que se querem importar lá de fora, porque muitas vezes umas já foram experimentadas e não serviram, (porque é que raio havemos nós de experimentar o que já foi experimentado e não deu certo), e outras não têm nada a ver com a nossa maneira de viver, com a nossa cultura, (porque é que raio havemos de perder a nossa identidade).
Que não seja dono da verdade, nem se considere um iluminado, mas sim um espírito aberto às ideias e aos ensinamentos da vida, e que não se preocupe em ganhar eleições, mas sim em deixar o país melhor do que quando entrou.
O problema, verdadeiramente o problema é que não vejo ninguém por aí com estas características!
E os que têm a paciência de ler isto, vêem por acaso alguém assim?

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Que sociedade estamos a construir...

Roupa é o principal motivo de chacota na escola

Um em cada dois alunos portugueses (51 por cento) diz que os colegas de escola são gozados pela roupa que usam e 36 por cento por diferenças na aparência física, como o peso, segundo um estudo do Bristish Council.

Portugal Diário


Vive-se cada vez mais de aparências e está a passar-se essa “cultura” aos jovens.
As famílias cada vez se endividam mais e infelizmente não é por necessidades primárias, mas sim por “luxos” secundários.
Deve-se a casa, deve-se o carro, (que deve ser BMW ou parecido), deve-se a televisão e respectivos componentes, (que devem ser das melhores marcas), devem-se as férias, (que devem ser nos sítios da moda, no Inverno e no Verão), devem-se as roupas, (que têm de ser de marca e bem visível), enfim deve-se tudo, “empandeira-se em arco” com o ter, e “ninguém” se preocupa com o ser.
E os jovens vão aprendendo esta maneira de “viver” e vivem também já eles de aparências.
E o pior é que tudo isto se reflecte nas relações sociais entre eles, como se vê na noticia acima e eu confirmo, porque assisto a isso diariamente no colégio dos meus filhos.
Que sociedade estamos nós a construir?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

"Caloteirices"...

- É pá, disse ele, isto é indecente, virem mexer no passado e acusarem-me de coisas que não estão provadas, e que são apenas suspeitas!
- Pois, diz-lhe o outro, mas quando trabalhavas no jornal fazias isso todas as semanas!
- Ó pá era diferente. Eu então era jornalista, e isso fazia parte da minha profissão. Era preciso denunciar as coisas que eram suspeitas.
Agora não, pá, somos políticos. Não podemos usar estas palavras, como calotes, etc.
- Mas olha lá, tu também falaste em calote!
- Foi diferente, porque estava a referir-me ao facto político.
- Mas o gajo quando falou em calotes também estava a falar daquilo que terias feito quando estavas no governo.
- Mas é diferente, digo-te eu, porque ele está no governo e não pode usar estas expressões para com a oposição!
- Ok, deixa-me ver se entendi. Tu na oposição podes dizer que o gajo é caloteiro referindo-te ao “facto politico”, mas o gajo como está no governo não pode dizer que tu foste caloteiro, quando eras governo.
Entendi perfeitamente!!! Ora abóbora!!!
- Tu não entendes porque não percebes nada destas subtilezas da politica!
Vou pôr um processo ao gajo, por causa das coisas.
- É pá, mas isso não vai dar em nada!
- Pois não, mas enquanto falam no processo pode ser que se esqueçam do resto!

Conversas virtuais que nunca acontecem, nem têm a ver com a realidade.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Educação?...

Ontem tive uma reunião com a professora do meu filho mais novo, que anda no 4º ano, (para os da minha idade 4ª classe).
Estava preocupado com o desempenho dele e com a aproximação das “provas de aferição”, acho que é assim que se chama.
É uma professora jovem, dinâmica e de quem os miúdos gostam muito, embora seja muito exigente.
Duas coisas me saltaram à vista:
1 – Ela própria confessou que não consegue perceber muito bem o que anda a fazer, digamos assim.
Os programas mudam, os critérios mudam, as avaliações mudam, da noite para o dia e os professores sentem que não têm uma linha de rumo.
Ao que percebi a “famosa” avaliação aos professores passa por se saber quantos alunos dos professores estão em risco de “chumbar”, pelo que, logicamente não está nenhum nesse risco!!!

2 – Apesar de jovem e de outros professores serem jovens como ela, também pensam que uns “examezitos” de vez em quando, à maneira antiga, não faziam mal nenhum e sempre iam aferindo melhor se os estudantes estavam aptos a passarem de ano, ou apenas o fazem para estatística.

Sei que há umas tais de ciências da educação e que até há gente licenciada nessas coisas.
Eu francamente não percebo nada disso, mas que isto da educação está um caos e uma desgraça, lá isso sei e não preciso de nenhum curso para o constatar.
Parece que não tem importância nenhuma, mas a verdade é que estamos a hipotecar o futuro destes jovens, que serão forçosamente o futuro do país.