quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Ai, TIMOR...

Lá longe morre alguém
todos os dias…
Lá longe, mais longe
que o Sol,
e que a vista alcança…
Lá longe, mais longe
onde a memória
se chama esperança…
Lá longe,
mais longe onde a minha Pátria
se cobre de vergonha…
Lá longe, tão longe
morre um povo,
feito no erro dos homens…
Lá longe, tão longe
onde a brisa do vento,
sussurra o esquecimento…
Lá longe, tão longe
onde toda a vida,
pode ser um só momento…
Lá longe, tão longe
onde a palavra aprendida,
se chama saudade…
Lá longe, tão longe
onde a palavra a aprender
se reclama liberdade…
Lá longe
e no entanto tão perto,
onde a vida de dor
se chama Timor…

04.12.1991

Escrevi isto naquele tempo.
Ainda será actual?

3 comentários:

Tiago R. Cardoso disse...

excelente...

Pois parece que as coisas não mudam, alguns continuam a não saber conviver com a liberdade e a democracia...

quintarantino disse...

Sinceramente não compreendo porque persistem em querelas intestinas que a nada levam. E depois o maldito petróleo talvez esteja mais a desajudar que ajudar. Digo eu.

lusitano disse...

Caros tiago e quintarantino

Realmente e depois das noticias de hoje sobre o substituto do major rebelde, não me parece que estejam a encontrar a paz.

Pobre povo que tanto sofre...

Abraço